O que eu aprendi no primeiro ano de casamento

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Yees 🙂 Pra quem não me conhece, eu sou a Bru, uma das sócias da Mais Amor. Hoje eu celebro 1 ano de casamento e queria compartilhar algumas das coisas que aprendi neste tempo.

Escolher bem fez toda a diferença

Eu sempre ouvia dizer que o casamento não era fácil, e eu nunca gostei disso. Escolher bem e racionalmente a pessoa que dividiria os meus dias foi fundamental.

Como assim?

Todos nós sabemos que não existe relacionamento perfeito, mas em um ambiente de racionalidade, encontrei no Lucas características que se encaixavam com a minha personalidade. Já ouviu aquele ditado: Todo mundo tem defeito, resta saber qual você consegue aturar?

Só consegui observar essas características no Lucas, porque passei um longo período me dedicando ao auto-conhecimento. Tirei um tempo pra entender meu propósito de vida, pra cuidar de mim e do meu corpo. Estudei, li, viajei, mergulhei em ações sociais, e me dediquei bastante na minha vida profissional. Eu não fiquei parada. Esse tempo foi essencial para ser melhor pra um “futuro alguem“, e reconhecer quando “esse alguém chegasse“.

Pra mim, o essencial era: alguém que me aceitasse como sou, entendesse a minha rotina louca de trabalho (não é fácil), e ser alguém maduro e companheiro. Meus pais são casados há mais de 30 anos e são um exemplo de companheirismo pra mim. Tem que ter conversa jogada fora, tem que viajar juntos, tem que crescer juntos.

Foi aí que o amor bateu na minha porta. O Lucas é a pessoa em que você rasga a alma e ele diz: é importante pra você? Então é importante pra mim também. A maturidade dele me faz achar solução pra todo problema. A leveza dele me faz ver beleza na vida e a determinação me faz querer voar voos maiores.

Agora imagina se essas mentiras tivessem entrado no meu coração? Provavelmente eu teria encarado esses 365 dias com um olhar pesado. Então, hoje entendo que a escolha lá trás fez com que minha percepção sobre o casamento fosse diferente. Tiveram tempos de adversidades, tempos de ceder, de perdoar, mas não posso tachar os “dias maus” com uma placa de que casamento não é fácil. Foi bem leve e hoje sempre digo que o casamento pode ser sim fácil com a maturidade certa.

A vida é feita de processos

O processo para chegar ao altar foi cheio de desafios e testes de fé. Me lembro dos dias ansiosas, dos medos incontáveis (financeiro, emocional, sair da casa dos meus pais, lista de convidados, chuva, etc). Mas aprendi que os processos são vividos diariamente, mesmo depois do altar. Logo depois, veio a lua de mel e junto com essa fase gratidão e paixão. Depois veio o processo da casa nova, novas descobertas, tempo de adaptação. Devemos respeitar cada uma das etapas. O segredo está no contentamento.

Amar é uma escolha

Cresci assistindo filmes de amor e acreditando em todos os contos de fadas, por isso, digo com propriedade que o amor é o oposto disso. Não sou pessimista, apenas realista. Na era dos divórcios, a gente vive ouvindo que “o amor acabou”. Essa é a grande questão: se a gente trata o amor como um sentimento, uma hora ele acaba. Somos seres inconstantes, mudamos de opinião todos hora, nossos sonhos mudam, nossas prioridades mudam e não há nada de errado com isso.

Se eu medisse meu amor pelo Lucas através do meus sentimentos, à cada não, à cada briga, à cada falta de perdão, o meu amor já teria ido embora, muito antes do casamento. Mas quando eu olho para o amor como escolha eu sei que ele estará lá quando eu estiver cansada. Quando eu olho pro amor como escolha, eu declaro que eu o escolherei ainda mesmo as inconstâncias ao meu redor.

Amar é um ato de bondade, cuidado, respeito. É a escolha de se abrir o coração, de moldar nosso caráter. Tem dias que eu não sinto meu amor pelo Lucas, tem dias que eu quero sumir, quero voltar pra casa dos meus pais, mas ainda sim, sigo firme na escolha de ama-lo e fazer esse casamento dar certo.

O obvio precisa ser dito

Parece óbvio, mas não é. Lembro do celebrante do meu casamento dizendo que o nível mais profundo da comunicação entre marido e mulher é quando você rasga a alma. É quando você compartilha dos medos, das vulnerabilidades.

  • Isso me machucou
  • Não gostei como você disse isso
  • Não fale assim da minha mãe
  • Você está trabalhando demais

Nunca pense: há, mas isso ficou tão claro. Temos uma forte tendencia à fugir das conversas profundas, mas são elas que determinam o grau de intimidade que vocês tem um com o outro. Conversem mais, sejam intencionais no dialogo.

Vejam as fotos do meu Grande Dia

Sou grata pelo primeiro ano de casamento. Estudamos muito, fizemos curso de noivos e queremos aprender mais e mais para ser referencia para vocês.

Crédito fotos: Diego Couto Fotografia

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